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:OS PRIMEIROS REGISTROS DO SOBRENOME HIEBERT E HÜBERT
Posted by: Valter Hiebert on Apr 4 2015 20:53
Os "Hubert / Hübert/ Hiebert são, provávelmente, originários da terra de Mondschauer, ao sul de Aachen.
O lugar de peregrinação St. Hubert, em Ardenen, fica próximo à Aachen e Mondschauer.
Na Idade Média, nesta região, o nome Hubert era muito usado também como primeiro nome.

Quando em 1598 são divulgados os nomes das famílias anabatistas que escaparam (fugiram da perseguição religiosa).
Encontramos entre estes, no mínimo, quatro famílias com o nome de Hubert: Mergs Hupert, Huperdt Bungardt e esposa, Huperdt Gerhardts. Estes três originários de Kesternich, que fica ao norte de Mondschau, e Elsgen Hupert de Simmerath, da mesma região.
Já em 1558 Joeriss Hupert, um carpinteiro, muda-se, junto com a esposa e filho, para Köln.
As famílias Hubert / Hübert / Hiebert, na Prússia, mantem a característica de Senhorio, que dominava no Mondschauer Land.
No Mondschauer Land as terminações em -son, -sen, -ing, que indicam um certo grau do senhorio, não são usadas do jeito como são usadas nos Países Baixos e no nordeste da Alemanha.
O corriqueiro é o nome Hubert aparecer sem estas terminações (Gerhard Hubert).
5 Km ao sul da cidade de Mondschau, na terra de Mondschau situa-e Kaltenherberg.
Em 1591, quando os Anabatistas saem da terra de Mondschau, fundam Kalteherberge em Scharpau.
Nos próximos 5 séculos, Hans Hübert situa-se em Kalteherberge, na vizinhança de Tiegenorter Zehnhuben.
Os imigrantes levam esta denominação, mesmo pouco usada, para a sua terra natal.
Em 1622 a aldeia Grunau cede 8 1/2 hectares de terra árida à aldeia Eschenhorst na Drausenseeniederung.
Este contrato, à favor dos imigrantes de Eschenhorst, é assinado por Abram Maske,Hubert Adrians, Jacob Hubert, Wilhelm Janson Gertts, com o apoio de Wilhelm Janson etc...
Aqui, "Hubert" está sendo preservado conforme o alemão falado no Convento Marienburger Werders.

Assim como o nome Friese muda para Frese em Niederdeutsch, o nome "Hubert" muda para "Hübert" nos Países Baixos para onde os Menonitas imigram a partir de 1740, na região baixa do Memel.
A partir de 1776 já temos o "Hiebert" no Werder.
Os "Werderianos" pronunciam o " Ü " como " IE ".
As tres formas , "Hubert", "Hübert", "Hiebert", são encontradas em todos os grupos de Menonitas da Prússia do Leste e do Oeste do ano de 1776.

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Family stories:A migração dos menonitas para o Brasil
Posted by: Valter Hiebert on Apr 3 2015 09:26
  • Ttrechos do livro "Imigração Menonita no Brasil", de Peter Pauls Jr, livro em alemão e português, páginas 228/233, que darão uma visão geral da migração menonita para o Brasil e Paraguai: "As 350 agro-vilas que os menonitas possuíam na Russia e os 150 anos de vida nacional não foram suficientes para que a liberdade fosse respeitada pelos novos donos do poder (comunistas)."
  • "Num período de 150 anos cultivaram as estepes siberianas, às margens do rio Wolga e os campos da Criméia".
  • "Em 1914, os menonitas da Russia compreendiam 100.000 pessoas, distribuidas desde o sul da Russia até o Turquestão, a Sibéria e o Rio Amur, na fronteira chinesa".
  • "Após a revolução de 1917 os menonitas, outra vez, tornaram-se alvo de perseguição. Muitos foram condenados morte na Sibéria e à fome em campos de concentração. Eis então que milhares de família menonitas fugiram daquele país à procura de liberdade".
  • "O grupo que saíra da Russia em 1929 era constituído aproximadamente de 5.000 pessoas, das quais, porém, apenas 1.000 obtiveram permissão para entrar no Canadá, país preferido pois as condições climáticas e a qualidade das terras era similar a Russia."
  • Os restantes 4.000 foram para o Paraguai (2.800) e Brasil (1.200)."
  • Os 1.200 que vieram par o Brasil constituiam aproximadamente 200 famílias cujos nomes estão citados no livro acima mencinado.
  • "O Brasil acolheu esses peregrinos sem pátria e a Companhia Hanseática de Colonização cedeu-lhes o Vale do Rio Krauel (nome do Consul Geral da Alemanha) no oeste de Ibirama."
  • "Foram duzentas famílias que se localizaram em Santa Catarina e depois mudaram para o Paraná, Rio Grande do Sul e outras cidades em SantaCatarina".
  • "Em 1930 fundaram as colônias Stolz Plateau e Witmarsum."
  • "Em 1937 dissolveu-se a colônia de Stolz Plateau, que possuia 90 famílias no seu apogeu."
  • "Em 1950 os últimos menonitas sairam de Witmarsun."
  • Resumo das informações acima:
  • os menonitas vieram de várias regiões da URSS;
  • os 5% que conseguiram sair da URSS ficaram de um a dois anos em campos de refugiados na Alemanha;
  • 1200 vieram para o Brasil, 2.800 foram para o Paraguai e 1.000 foram para o Canadá;
  • minha mãe tinha 12 anos em 1929, era órfã de pai e mãe, estava com cinco irmãos na Alemanha, queriam se juntar às duas irmãs casadas que estavam em Winnipeg no Canadá desde 1927 e mesmo assim não obtiveram visota canadense. Esses irmãos nunca mais se encontraram.
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:HIEBERT E HÜBERT - A ORIGEM DO NOME DE FAMÍLIA
Posted by: Valter Hiebert on Mar 31 2015 08:12

Die HUBERT/HÜBERT/HIEBERT kommen wahrscheinlich aus dem Monschauer Land südlich von Aachen.

Der Wallfahrtsort des heiligen Hubert "St. Hubert" in den Ardennen lag nicht weit von Aachen und Monschau entfernt.

Deshalb war schon im Mittelalter und auch später dieser Vorname in dieser Gegend sehr gebräuchlich.

Als im August 1598 ein Verzeichnis der 63 damals aus dem Lande Monschau "ausgewichenen Wiederteuffer?

Familien" aufgesetzt wird, befinden sich unter ihnen vier, die den Namen Hupert als Vor?

bzw. als Nachnamen führen: Mergs Hupert, Huperdt Bungardt et uxor (Gattin), Huperdt Gerhardts, alle drei Familien kommen aus Kesternich nördlich von Monschau und Elsgen Hupert aus Simmerath in derselben Gegend.

Schon 1558 war Joeriß Hupert, ein Zimmermann, mit Weib und Kind nach Köln gezogen. Kennzeichnend ist, daß die Familie Hubert (Hübert, Hiebert) auch in Westpreu&s...

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:A ORIGEM DO NOME HIEBERT
Posted by: Valter Hiebert on Mar 30 2015 10:52
Die HUBERT/HÜBERT/HIEBERT kommen wahrscheinlich aus dem Monschauer Land südlich von Aachen.
Der Wallfahrtsort des heiligen Hubert "St. Hubert" in den Ardennen lag nicht weit von Aachen und Monschau entfernt.
Deshalb war schon im Mittelalter und auch später dieser Vorname in dieser Gegend sehr gebräuchlich.
Als im August 1598 ein Verzeichnis der 63 damals aus dem Lande Monschau "ausgewichenen Wiederteuffer?

Familien" aufgesetzt wird, befinden sich unter ihnen vier, die den Namen Hupert als Vor?

bzw. als Nachnamen führen: Mergs Hupert, Huperdt Bungardt et uxor (Gattin), Huperdt Gerhardts, alle drei Familien kommen aus Kesternich nördlich von Monschau und Elsgen Hupert aus Simmerath in derselben Gegend.

Schon 1558 war Joeriß Hupert, ein Zimmermann, mit Weib und Kind nach Köln gezogen. Kennzeichnend ist, daß die Familie Hubert (Hübert, Hiebert) auch in Westpreuß...

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Family stories:ANNA KLASSEN HIEBERT - A PROFESSORA DE CORTE E COSTURA
Posted by: Valter Hiebert on Mar 20 2015 14:04

A PROFESSORA DE CORTE E COSTURA DA RUA DA GLÓRIA NOS ANOS 50 E 60.

Nos anos 50 e 60 toda moça se preparava por vários anos para o casamento, mesmo que ainda inexistisse algum futuro pretendente.

Dentre outras qualificações era necessário a moça ter habilidades culinárias, montar um enxoval para residência do futuro casal, bem como saber cortar e costurar as roupas da futura família.

O curso de corte e costura era um conhecimento adicional que valorizava muito o “curriculum vitae” das possíveis futuras esposas.

Para aprender o corte e costura as moças procuravam as costureiras do bairro, as quais também ofereciam esse aprendizado às moradoras da região.

Na região da rua da Glória, na já inexistente rua 12 de Outubro, nº 111, onde hoje existem os últimos pavilhões da Coteminas e o terminal rodoviário, a costureira e professora de corte e costura era Anna Klassen Hiebert, esposa de David Hiebert, conhecido como o “Russo” do bairro do Garcia, que além, de ser tecelão na Empresa Industrial Garcia S.A. tinha também tinha uma oficina de rádios e outros aparelhos na sua residência.

Dentre as muitas alunas que passaram pela professora Anna Klassen Hiebert estavam a Ilse Machado (casou com Izidro Souza), a Ironi Pera (casou com o Zezinho da cooperativa da EIG) e a Iracema Hinkeltay.

Eram meses de convivência no período da tarde e várias delas se tornaram muito amigas da professora Anna Klassen Hiebert, sendo que a Ilse Machado foi convidada e aceitou ser a madrinha do neném da professora que nasceu em 1954, época em que realizava o seu curso. Nasceu um menino que se chama Adolfo Hiebert.

Mas quem era Anna Klassen Hiebert, mãe de sete filhos, duas meninas e cinco meninos, nascidos em 1942, 1943, 1946, 1948, 1954, 1959 e 1964?

Anna Klassen nasceu em 15 de abril de 1917, em Steinfeld, Ucrânia. O local era uma colônia menonita entre centenas que existiam na região.

Dada a perseguição, expropriações e fuzilamentos de familiares promovidos pelos comunistas a paritr de 1919 a família remanescente de Anna Klassen saiu de Steinfeld no final de outubro de 1929. Eram oito pessoas: seus avós maternos Heinrich Kasper e Anna Kasper; seus irmãos Helena Friesen, Katharina Friesen, Heinrich Friesen, Julius Klassen e Gerhard Klassen; e uma tia gravida, filha de Heinrich Kasper, cujo marido fora fuzilado.

Os seis irmãos eram criados pelos avós maternos porque os pais tinham falecido em Steinfeld/Ucrania, ambos ainda jovens.

Ao começar a emigração da Russia para a Alemanha sairam de Steinfeld de carroça e foram até a estação ferroviária que ficava a 7 km da residência deles.

Na noite do mesmo dia embarcaram num trem para Moscou.

A viagem até Moscou durou dois dias e duas noites.

Em Moscou alugaram vagas numa dacha da região para aguardar o sonhado documento que permitiria a saída da Russia para a Alemanha. Assim faziam centenas de famílias que pretendiam sair do paraíso comunista.

Enquanto esperavam o asilo solicitado para a Alemanha a polícia soviética invadiu a dacha onde estavam e prendeu quem viu na casa. Várias famílias foram presas e deportadas para a Sibéria, Cazaquistão e alguns retornam para sua cidade de origem..

No m omento da prisão das famílias que estavam naquela dacha os irmãos Julius e Gerhard Klassen estavam debaixo de uma mesa e não foram vistos, não sendo presos.

Helena e Heinrich também não foram achados e não foram presos.

Anna Klassen, Katharina Friesen, Heinrich Kasper, Anna Kasper e sua filha gravida foram presos e levados para uma prisão em Moscou.

Anna Klassen e sua irmã Katharina Friesen foram soltas pois eram menores. Anna Klassen tinha 12 anos. Era o ano 1929. Foram soltas mas não tinham quem cuidasse das mesmas.

Do avós Heintich Kasper e Anna Kasper e da filha deles a família ficou sabendo, já na Alemanha, que a tia dera a luz a gêmeos na prisão mas falecera no parto. Os avós foram liberados com os dois bebês em pleno inverno moscovita e deles nunca mais a família obteve noticias. A hipótese mais provável é a de que os avós com os dois netos morreram de frio nas ruas de Moscou.

Julius Klassen, Gerhard Klassen, Heinrich Friesen e Helena Friesen foram acolhidos por outras famílias menonitas que conseguiram asilo e foram para a Alemanha .

Anna e Katharina ficaram sozinhas em Moscou. Anna Klassen tinha 12 anos.

Como ficaram sozinhas e perdidas, talvez querendo voltar para a cidade de origem, estavam numa estação ferroviária, quando Katharina desmaiou de fome.

Katharina contava que a última imagem que tinha antes de desmaiar era a de Anna chorando.

Vendo uma moça desmaiada e uma criança chorando, uma outra família menonita que já tinha conseguido o visto de saída socorreu as duas, levando-as junto com um grupo que conseguiu asilo na Alemanha.

Elas sairam de Moscou no final de novembro de 1929 no último grupo que conseguiu sair legalmente da Russia.

A viagem foi de Moscou até Riga, na Russia, depois até Eydtkuknen na Alemanha.

Em Eydtkuknen, já na Alemanha, tomaram banho e sauna para matar os piolhos que todos traziam da Russia.

Todas as roupas passaram por fornos especiais para matar piolhos.

De Eydtkuknen foram para Hammerstein, onde ficaram até 4 de abril de 1930.

A seguir foram para Möllen, em Lanenburg, onde ficaram até julho de 1931, esperando a imigração para o Canadá, onde já residiam duas irmãs casadas dos mesmos que tinham saído da Russia em 1927.

Em Möllen Anna e Katharina reencontraram irmãos Helena, Heinrich, Julius e Gerhard.

Como o Canadá não aceitava mais imigrantes na ocasião, os irmãos optaram pela emigração para o Brasil.

Em 18 de julho de 1931, no porto de Hamburg, os três irmãos, Julius Klassen, Gerhard Klassen e Anna Klassen, ela então com 14 anos, e as meia-irmãs Helena Frisen e Katharina Friesen, embarcaram no navio Monte Oliva e vieram para o Brasil.

Eles viajaram com a família de Heinrich Friesen que tinha seis filhos. Ele era primo de Helena Friesen.

Em 6 de agosto de 1931 chegaram ao Rio de Janeiro, mas não sairam do navio.

Em 7 de agosto de 1931 fizeram escala em Santos – SP.

Em 8 de agosto de 1931 desembarcaram em São Francisco – Santa Catarina.

Em 9 de agosto de 1931 viajaram de trem até Jaraguá do Sul – Santa Catarina.

No mesmo dia foram de caminhão até Blumenau – SC.

Ainda no mesmo dia foram de trem até Ibirama – SC que naquele tempo chamava-se Hamonia.

Em 10 de agosto de 1931, com a bagagem e os idosos em carroças, todos os demais a pé, foram até a Colonia Dona Emma, onde pernoitaram.

Em 11 de agosto de 1931 subiram a serra por um caminho no meio do mato (picada), até que chegaram num local de mata virgem denominado Stolz Plateau ou Augen, hoje parte de Witmarsun – SC.

Era o último grupo de menonitas que chegou na região.

Os cinco irmãos ficaram na mesma casa com Heinrich Friesen, uma espécie de protetor dos cinco irmãos.

Anna Klassen, a futura professora de corte e costura da rua da Glória saiu da Russia com 12 anos. Agora tinha 14 anos.

A viagem dos irmãos da Russia até a nova residência durou 2 anos.

Helena, Katharina, Julius, Gerhard e Anna tinham um novo lar, era chamado pelos vizinhos de a casa dos Friesen.

Mas nenhum deles ficou muito tempo no novo lar. As condições de vida no meio da floresta virgem eram absolutamente difíceis, em especial para um grupo de jovens, sem pai nem mãe.

Vários imigrantes menonitas foram procurar emprego em Blumenau, Curitiba e até São Paulo. Anna Klassen, apesar de ser a mais nova dos irmãos, foi a primeira a sair. Ela optou por Curitiba. Tinha então quinze anos, era 1932.

Uma amiga convidou e ela foi trabalhar de doméstica na casa da família Hauer, em Curitiba. Tratava-se de família da elite curitibana em cuja mansão, localizada na rua Emiliano Perneta, hoje funciona o restaurante Scavolo.

Em Curitiba Anna Klassen começou a namorar David Hiebert, também imigrante menonita que trabalhava como jardineiro e depois entregador de pães naquela cidade. A família dele residia no Krauel, hoje Witmarsun.

Em 1941 Anna Klassen mudou-se para Blumenau onde já estava seu futuro marido e foi trabalhar primeiro no Tabajara Tênis Clube e depois na Empresa Industrial Garcia S.A..

Em 23.02.1942 obteve o “Salvo Conduto Especial para Estrangeiro nº 143”, válido por dez dias, para viajar até “Getúlio Vargas”, onde se casaria com David Hiebert. A localidade era conhecida como Krauel, hoje Witmarsun. O casamento foi celebrado na casa da mãe de David e o idioma utilizado pelo pastor foi o Russo, já que era proibido falar alemão.

A curiosidade é que no Salvo Conduto consta que ela era natural da Russia, país aliado do Brasil na Segunda Guerra Mundial, mas eles eram tratados com sendo inimigos alemãos.

De 1942 até 1968 Anna Klassen, agora Hiebert, residiu na rua 12 de outubro, nº 111. Era a primeira rua a esquerda na rua da Glória, onde hoje estão os últimos pavilhões da Coteminas e o terminal rodoviário.

De 1968 até 1973 ela residiu na rua Ipiranga, 81, Garcia, em Blumenau.

Ele teve sete filhos: Rosita, Irene, Valter, Carlos, Adolfo, Ivo e Alex.

Ela faleceu em 04.11.1973 em Blumenau, SC, tinha 56 anos, está sepultada no cemitério da rua Progresso no Garcia.

Suas alunas Ilse Machado/Souza e Irone Pera/??? residem no Garcia e no município de Penha, SC, respectivamente.

A aluna Iracema Hinkeltay já é falecida.

A professora de corte e costura Anna Hiebert foi excelente mãe para seus sete filhos que se orgulham muito da mulher trabalhadora, batalhadora e educadora que ela sempre foi, sendo o alicerce da família nos anos em que nosso pai estava impossibilitado de trabalhar em razão de grave doença que o acometeu.

O maior trauma da professora Anna Hiebert foi ter perdido prematuramente a sua filha mais velha, Rosita Hiebert, que faleceu quando tinha apenas 19 anos.

OS PRIMEIROS DIAS DE ANNA KLASSEN E IRMAÕS NO BRASIL RELATADOS POR SEU IRMÃO JULIUS KLASSEN

A redação a seguir é de Julius Klassen, cujo original está com Valter Hiebert.

São respostas a perguntas feitas por carta por Valter Hiebert, a qual não foi encontrada, mas as respostas permitem entender o que foi perguntado. Essa mesma carta com as mesmas perguntas encaminhei para Jakob Hiebert, irmão de meu pai, que também me respondeu as mesmas perguntas.

RESPOSTAS DE JULIUS KLASSEN:

"A região era só mato virgem com muita madeira de lei, tal como imbuia, canela e cedro, além de outras. Vez em quando uma clareira no meio do mato, aberto por aqueles que chegaram um pouco antes do que nós. As terras eram mais ou menos, mais muito acidentadas, de maneira que não tivemos boa impressão."

"Como os imigrantes estavam acostumados na Russia a trabalhar com máquinas agrícolas modernas naquela época, tiveram que mudar o sistema de trabalho no mato virgem com ferramentas de mão, tais como machado, enxada, foice, etc.. Por isso a impressão não era das boas, mas assim mesmo agradeceram a Deus por ter lhes conduzido a um País (Brasil) com plena liberdade de palavra e um povo bondoso."

"As dificuldades encontradas foram muitas. No começo só tinham picadas, mais tarde foram alargadas e transformadas em estradas. Na temporada de chuvas as mesmas ficavam intransitáveis. Para conseguir um pouco de gêneros alimentícios tivemos que andar 5 a 6 Km. Nos primeiros tempos morávamos num rancho de 6 x 4 metros, construído com pau de palmito, as paredes e o telhado cobertas com um tipo de folhas."

"A nossa viagem da Alemanha para o Brasil foi custeada pelo governo alemão. No primeiro ano de Colônia tivemos muito auxílio da Igreja Menonita da Holanda."

"Não tivemos médico na Colônia, o mais próximo era a 60 Km de distância."

"Logo no início os imigrantes se reuniram para a construção de uma escola primária. A escola no domingo servia de igreja para cultos religiosos, escola dominical, enfim, para todas as festividades religiosas. Auxílio para construir estas escolas veio também da Holanda e Alemanha. No começo nas escolas foi lecionado somente o alemão. Mas logo em seguida a direção da Colônia mandou alguns professores nossos para Florianópolis para tomar um curso de língua portuguesa. Voltando a Colônia os professores imediatamente começaram lecionar em língua portuguesa, além do alemão."

"Lamentavelmente o governo brasileiro não prestou algum auxílio."

"A terra não era muito boa e a lavoura não tinha muito futuro."

"Ninguém era obrigado a permanecer na Colônia, mas também no começo ninguém tinha condições de procurar outros meios de vida."

"Nenhum dos imigrantes tinha estado no local anteriormente".

"Não havia fiscalização do governo".

"O idioma que os imigrantes falavam (platdeutsch), um dialeto do alemão e holandês, além do alemão clássico."

"Já em 1932/33 começamos a aprender o português."

"A Colonia foi dirigida pelo Sr. Heinrich Neufeld, tinha a função como prefeito."

"Apesar de muitas dificuldades houve progresso na Colonia. Os ranchos deram lugar para casas modestas de madeira, pois já funcionava uma boa serraria, também doada pela Holanda. Também funcionava um moinho de milho. O pão de cada dia era feito de milho. Com a derrubada do mato os colonos aumentaram a plantação de milho e mandioca."

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Family stories:BIOGFRAFIA DE DAVID HIEBERT
Posted by: Valter Hiebert on Nov 28 2013 07:05

DAVID HIEBERT, O “RUSSO” DO BAIRRO DO GARCIA.

Ele nasceu em 08.10.1918 em Pascha-Tschokmak, Criméia, no então Império Russo, hoje uma região que faz parte da Ucrânia. A Criméia é aquele pingente que fica na parte superior do Mar Negro. A sua família era membro de uma religião evangélica denominada Menonitas, iniciada por um padre católico chamado Menno Simon, nascido em Witmarsun, Holanda, antes de 1500. Ele foi contemporâneo de Martim Lutero.

Em novembro de 1929 eram aproximadamente 13.000 menonitas que estavam nos suburbios de Moscou tentando a emigração da então União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), o “paraíso comunista”, pois tinha sido proibido que tivessem uma religião, além dos confiscos, roubos, prisões e assassinatos que foram vitimas as suas famílias. Queriam sair, não importava o destino. Um deles era um menino de 11 anos, ele seria depois conhecido como o Russo do Garcia.

Daqueles 13.000 menonitas somente 3.885 conseguiram visto de saída e abrigo temporário na Alemanha, nos campos para refugiados de Möln, Prenzlau e Hamerstein. Entre eles estava a viúva Agatha Hiebert, nascida Böse, com seus quatro filhos menores. Um deles era o David Hiebert, o que viria a ser o “Russo” do Garcia. Ele tinha então 11 anos.

A família da Agatha primeiro ficou alguns dias em Hamerstein e depois em Möln até meados de 1930.

Dos 3.885 menonitas que saíram da URSS, apenas 1.200 vieram para o Brasil em 1930.

As primeiras 33 famílias desses menonitas sairam de Hamburgo em 16.01.1930 no Navio Monte Oliva tendo como destino o Rio e Janeiro. Da então capital federal pegaram outro navio até São Francisco – SC. Daquele porto até Jaraguá do Sul faziam o percurso de trem. Daquela cidade até Blumenau viajaram de ônibus. No trecho até Hamônia (hoje Ibirama) viajaram de trem.

De Hamônia até "Neu Breslau" (hoje Presidente Getúlio) o transporte foi a carroça para a bagagem, crianças e idosos, os adultos fizeram o percurso a pé.

A viúva Agatha Hiebert, mãe do menino então com 11 anos e que viria a ser conhecido por “Russo”, fez um percurso um pouco diferente com seus quatro filhos menores.

Eles embarcaram em Bremen no navio “Sierra Ventana” numa viagem que durou 18 dias até o Rio de Janeiro, tendo feito escalas em Lisboa e Ilha da Madeira.

No Rio de Janeiro ficaram retidos por dois meses na Ilha das Flores, pois naquele dias ocorria a revolução de 1930 de Getúlio Vargas.

Terminada a revolução embarcaram no navio Aspirante Nascimento que os levou até Itajaí – SC.

“De Itajaí até Itoupava Seca viajamos pelo rio acima em diversas chalupas engatadas atrás dum vapor. De Itoupava Seca até Hamonia de trem. De Hamonia ao nosso destino que era a serra Stolz Plateau nos levaram de carroças. Lá na serra ficamos a primeiro tempo numas barracas improvisadas e construídas para abrigar de 10 a 20 famílias.” (Texto redigido por Jakob Hiebert, irmão do Russo em 25.08.1974, cujo original está preservado.)

Os menonitas fundaram as colonias de Witmarsum, Waldheim e Gnadental na região denominada Krauel (o nome do Consul Geral da Alemanha no Brasil à época). Por último criaram uma vila na serra denominada "Stolz Plateau".

Os últimos menonitas chegaram na região em junho de 1934, eram 34 famílias que fugiram da Russia para a China e de lá para o Brasil. A China foi somente uma rota de fuga para menonitas que se espalharam pelo mundo. Nas tentativas de fugas muitos menonitas foram capturados e assassinados pelos comunistas da URSS.

Desde o início da colonização na região do rio Krauel vários Menonitas se mudaram para cidades do Vale do Itajaí e outras da região sul do Brasil, tais como Curitiba, Palmeira e Bagé.

Em 1950 , depois de 20 anos de muita luta e sacrifícios, os últimos Menonitas também abandonaram o "Krauel", deixando investimentos que até hoje existem, como, por exemplo, a sede da Prefeitura de Witmarsun, que era o antigo hospital dos menonitas, e várias escolas, sendo que um delas foi transformada em museu da imigração.

Existem cemitérios dos menonitas na região, com a identificação dos menonitas que faleceram no período 1930/50.

Depois de trabalhar na floresta virgem por alguns anos e ainda adolecente, o Russo do Garcia foi trabalhar na Haco da Vila Itoupava, depois foi tentar a sorte em Curitiba, onde trabalhou de jardineiro e padeiro, a seguir conseguiu emprego em Brusque, onde trabalhou na Carlos Renaux, para finalmente se fixar no Garcia, onde trabalhou na Empresa Industrial Garcia (EIG) até se aposentar em 1969.

Paralelamente ao ofício de tecelão na EIG ele fez o Curso de Rádio Técnico por correspondência na National School, de Los Angeles, California, USA.

Começou o curso em 19.08.1949 e terminou em 15.05.1951, tendo pago US$ 150,00 pelo mesmo.

Tais conhecimentos permitiram que abrisse uma oficina de consertos de rádios em sua própria residência, na então existente Rua 12 de outubro, nº 111, era a primeira rua a esquerda na rua da Glória. Essa atividade o tornou muito conhecido na região. Poucos sabiam o seu nome, todos o chamavam de Russo.

Seu expediente diário era das 5 até 13,30 horas na EIG e das 14,30 até 22 horas em sua oficina. Seus ajudantes na oficina eram as filhas e filhos.

Os consertos oferecidos não eram somente de rádios, mas também de gramofones (aqueles com manivela), radiólas, gravadores de fita (rolos enormes), relógios de pulso, despertadores, enceradeiras, e, na fase final de suas atividades, também televisores.

Oferecia também em sua casa a recarga de baterias, muito usadas por aqueles que residiam na Rua Progresso depois do cemitério, pois a partir daquele ponto não existia o fornecimento de energia elétrica.

Mas em 1962 uma nova atividade comercial mudou o foco de seu trabalho, era o surgimento de uma novidade tecnológica, era o tempo do rádio portátil.

Ele comprava lotes desses rádios em São Paulo e os revendia em Blumenau. As marcas mais comuns eram Sharp, Mitsubichi, Spica, Crown, Standart, National, Wilco e Holiday. O mais vendido era a marca Sharp. Ele era o único vendedor da grande novidade no Garcia.

Em julho de 1964 um rádio Sharp custava Cr$ 45.000,00, um Mitsubichi Cr$ 40.000,00 e um Crown Cr$ 34.000,00..

Um de seus clientes foi o Sr. Dieter Altenburg, que em 05.09.1963 comprou um rádio Sharp por Cr$ 31.000,00, tendo dado Cr$ 10.000,00 de entrada e o saldo em 3 (três) prestações de R$ 7.000,00.

Alguns de seus clientes foram:

- Nazário Moritz, comprou um Sharp em 11.12.1962;

- Walter Schulz, comprou um Scharp em 26.01.1963;

- Nilton Aguiar, comprou um Sharp em 09.03.1963;

- Oswaldo Scheifer, comprou um Sharp em 27.03.1963;

- Orlando Oliveira, comprou um Sharp em 21.04.1963;

- Francisco Oliveira, comprou um Mitsubichi em 12.02.1963;

- Anselmo Oeschler, comprou um Mitsubichi em 12.02.1963;

- Onildo Oliveira, comprou um Mitsubichi em 22.04.1964;

- Silvio Oliveira, comprou um Sharp em 24.04.1964;

- Alfredo Iten, comprou um Mitsubichi em 22.04.1964;

- Irineu Moritz, comprou um Sharp em 05.05.1964;

- Hipolito da Silva, comprou um Wilco em 09.05.1964;

- Osmar Felski, comprou um Wilco em 14.12.1964;

- Rolf Elke, comprou um National em 03.02.1965;

- Nelson Oliveira, comprou um National em 11.03.1965;

- Flávio Moritz, comprou um Sharp em 10.03.1965;

- Albrecht Papst, comprou um Crown em 06.12.1965;

- Nicolau Day, comprou um Sharp em 10.06.1966.

Além dos serviços em sua oficina, o Russo também fazia propaganda móvel com seu furgão Chevrolet 1950, tanto divulgando as festa da região, os bailes, as domingueiras, bem como propaganda comercial de lojas e campanhas políticas.

A partir de 1969 esses serviços passaram ser realizados com seu Opala 0 Km amarelo, um dos primeiros de Blumenau. O revendedor da GM o procurou e pediu para que não fizesse tal tipo de trabalho com seu automóvel, pois isso prejudicaria a imagem do lançamento da GM na cidade. Dada a insensatez do pedido o mesmo não foi atendido.

Era o Russo que por muitos anos passou os filmes no salão do Amazonas, evento que ocorria semanalmente e atraia centenas de pessoas, especialmente as crianças.

Em decorrência de seus conhecimentos em eletrônica passou a prestar tais serviços também na EIG, onde também trabalhou no laboratório da fiação e finalmente na portaria.

Ele foi casado com Anna Klassen, também nascida na Ucrania, mas em outra região. Tiveram sete filhos, os primeiros 5 (cinco) nasceram na sua casa em parto realizado pela Schwester Martha, os dois últimos nasceram em maternidades de Blumenau.

Sua primeira filha era Rosita Hiebert, nasceu em 1942, trabalhava na EIG quando faleceu com 19 anos.

A segunda filha era Irene Hiebert, nascida em 1943, que casou com Harry Kertischka, também trabalhou na EIG, teve os filhos Andréia, Simone e Ricardo. Ela faleceu em 2007 em Blumenau.

O terceiro filho foi Valter Hiebert, nasceu em 1946, trabalhou na EIG de 1962 até 1965, depois foi Sargento do Exército até 1977, a seguir trabalhou no Banco Central do Brasíl em Brasília de 1977 até 1994, onde chegou a Consultor Chefe, na seqüência, em 1994, foi assessor do Ministro da Seplan, em 1995 foi nomeado Vice Presidente da Caixa Econômica Federal, em 1997 foi nomeado Vice Presidente da Companhia Brasileira de Securitização – Cibrasec, onde se aposentou em 2005. Paralelamente foi professor na PUC de Brasília por 15 anos e em cursos de pós graduação da FGV em Brasília por 9 anos. Hoje está aposentado em Balneário Camboriú – SC.

O quarto filho foi Carlos Jorge Hiebert, nascido em 1948, trabalhou na EIG e hoje atua com construtor em Blumenau.

O quinto filho foi Adolfo Hiebert, nascido em 1954, começou a trabalhar na EIG em 1970 onde permanece até a presente data na agora denominada Coteminas. Ele é formado em Química pela Furb e exerce a função de Gerente naquela empresa.

O sexto filho foi Ivo Hiebert, nascido em 1959, formado em Contabi.idade pela EFSC, é professor da Univali e trabalha como Fiscal da Secretaria de Finanças de SC em Itajai, onde reside.

O sétimo filho foi Alex Hiebert, nasceu em 1964, é engenheiro civil formado pela UFSC, atua e reside em Blumenau, sendo também Pastor da Assembléia de Deus.

O Russo se aposentou na EIG em 1969, tinha então 50 anos, planejara dedicar, a partir de então, todo o seu tempo nas atividades comercias e publicidade.

Contudo, poucos meses depois de aposentadoria foi vitima de um tumor no cérebro, mesmo com cirurgia e radioterapia mostrou-se incurável.

O Russo de muitos amigos, muito conhecido no bairro, admirado por sua inteligência, integridade e honestidade terminou seus dias em 20.08.1970, no Hospital Santa Isabel de Blumenau. Ele tinha somente 51 anos de idade.

O saudoso “Russo” foi e será sempre motivo de muito orgulho e respeito de todos os seus descendentes.

DAVID HIEBERT, O RUSSO DO GARCIA, VEIO DE TÃO LONGE, ANDOU POR VÁRIAS CIDADES, MAS ESCOLHEU BLUMENAU PARA PARADEIRO DEFINITIVO. ELE ESTÁ SEPULTADO NO CEMITÉRIO DA RUA PROGRESSO, AO LADO DE SUA ESPOSA ANNA HIEBERT, NASCIDA KLASSEN.

TERMINO ESSE RELATO COM OS OLHOS MAREJADOS, ESCREVI UM POUCO DO MUITO QUE SEI DE MEU MAIOR HERÓI, DE MEU ETÉRNO IDOLO.

HOMENAGEM DE VALTER HIEBERT, CUJOS FILHOS CHAMAM-SE TAMBÉM DAVID E ANNA

Essa biografia, adicionada de fotos, foi publicada em blogs e jornais eletgrÔnicos de Santa Catarina. Uma foto onde aparece com seu filho Adolfo na oficina de rádio na rua 12 de outubro e um resumo dessa biografia foram publicados na edição de 14.11.2013 do Jornal de Santa Catarina.

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Other:A migração dos Hiebert e Klassen desde 1500
Posted by: Valter Hiebert on May 6 2012 09:32

Quem são os "menonitas baixo-alemão"?

Os" menonitas baixo-alemão" são descendentes de anabatistas / menonitas que se estabeleceram no norte da Polônia desde o início dos anos 1500 aos anos 1600.

A maioria dessas pessoas eram da Holanda, com grandes proporções vinda da Suíça e Alemanha.

Em 1772 uma grande parte da Polónia foi dividida, sendo que a região onde a maioria dos menonitas vivia passou a ser da Prússia.

Uma segunda divisão colocou quase todos os menonitas em território prussiano. A maioria destes menonitas viviam na província de Prússia Ocidental.

O governo da Prússia era altamente militarista, o que colidia com o pacifismo dos menonitas, que recusavam a prestaçao do serviço militar.

Eventualmente, o governo da Prússia somente autoriza a aquisição de novas terras pelos menonitas caso aceitassem a prestação do serviço militar.

Uma vez que os menonitas não podiam adquirir novas propriedades, sem desistir de seu pacifismo, muitos optaram por abandonar o território da Prússia.

Entre 1788 e 1820 cerca de um terço dos menonitas da Prússia mudou-se para o sul da Rússia (na época conhecida em alemão como Sud Russland, agora conhecida como a Ucrânia) 9Junto foram os Hiebrt, Klassen, Böse, Kasper, etc).

Depois de algumas gerações na Russia começaram a surgir problemas, a primieras foram menores, mas culminaram com o assassinato, estupro, genocidio, desapropriação etc, de milhares de menonitas.

Além da escassez de terras os menonitas estavam sob pressão por parte do governo russo para assimilar na sociedade russa (que incluía a adesão à militar).

Como resultado um grande número de menonitas começaram a deixar a Rússia em 1874.

Na década seguinte cerca de um terço dos menonitas da Rússia havia se mudado para a América do Norte.

A maioria dos alemães menonitas na América do Norte são descendentes daqueles que viviam na Rússia, mas muitas vezes são , erradamente, referidos como os menonitas russos.

Este grupo é conhecido como "os menonitas baixo-alemão" porque durante seus mais de 200 anos na Polónia / Prússia eles desenvolveram seu próprio dialeto germânico, conhecido como "Plaut Dietsch", também conhecido como "Platt Deutsch" em alemão, ou"baixo-alemão" em Inglês.

Esse idioma ainda é falado pelos descendentes dos menonitas no Brasil.

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