“Infelizes as famílias que não tem história. Não ter história é quase não ter nome; é quase não ter pátria. Felizes, ao contrário, as famílias que tem história, porque lhes é dado o jubilo de a recordar, porque ela constitui a fonte fecunda, inesgotável e profunda de suas energias morais; porque a cada passo que dão, sentem atrás de si, o rastro de sua própria imortalidade. Que é nossa vida, senão a história que começa? Que é a história, senão a vida que continua? A história de nossa família, de nossa gente, de nossa casa está conosco. Respira perto de nós. A sua presença todos adivinham. Ora bela, ora triste, é uma grande história.”
(Julio Dantas, no livro Outros Tempos).
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Foi o navio que trouxe o casal Pietro Campagnoli e Regina Marconi e 3 de seus filhos para o Brasil. O navio a vapor Provence partia de Gênova (Itália) com destino ao Brasil. Fazia uma escala para reabastecimento e também para transportar outos imigrantes madeirenses na Ilha da Madeira. Nessa viagem para o Brasil o navio saiu da Ilha da Madeira no dia 25 de janeiro de 1893.
Data de desembarque: 13 de fevereiro de 1893, em Santos - SP
Como era o Navio
O navio foi construido no ano de 1884 na França no estaleiro Forges & Chantiers de la Mediterranne, em La Seyne, França para a French Company, Societe Generale de Transportes Maritimes (SGTM) . Ele pesava 3874 toneladas, comprimento 117,98m x largura 12,89m, uma chaminé, três mastros, construido de ferro e aço, parafuso simples e a sua velocidade era de 14 nós. Transportava aproximadamente 1200 passageiros, sendo que a grande maioria deles (1000 aprox.) vinham na 3ª classe. O dormitório da 3ª classe era coletivo e as condições sanitárias muito precárias, o que tornava a travessia do Atlântico uma verdadeira aventura. Lançado em 1º de abril de 1884, ele fez sua primeira viagem entre Marseilles e a América do Sul em 20 de julho de 1884. Ele continuou com este serviço até 1907 quando ele foi para a France-America Line e começou a navegar de Marseilles para Espanha e América do Sul até 13/4/1918 Ele foi torpedeado na costa da Espanha na viagem entre Buenos Aires e Marseilles e afundou em Palamos. Mais tarde ele foi recuperado e devolvido a France- Amerique Line até que em 1927 foi sucateado em La Seyne.
(...)Bonassa- O único clube que está dentro da cidade se chama Sociedade Cultural Riopedrense.O antigo nome era Sociedade Beneficente Pátria e Lavoro. Foi obrigado a mudar o nome por força de lei na época da Segunda Guerra Mundial. (...)
Rio das Pedras tem uma rua que se chama Rua Torta. Ela é Rua Rangel Pestana.
Ela é torta porque acompanha a curva do leito do Ribeirão Tijuco Preto. Mas a calçada dela também é toda irregular. Um lado da calçada é fino, depois ele engrossa, depois ele afina, por que ele é daquele jeito? Era para estacionar carroças. Com ela era uma rua fina, uma carroça impedia a passagem de outras carroças. Essa era a Rua do Comércio. A principal rua de Rio das Pedras. Ela era conhecida como rua de baixo. A rua paralela a ela, um pouco acima, era conhecida como Rua de Cima, ou Rua das Cabras. Hoje é a Rua Dr.João Tobias. E mais acima ainda, paralela a ela, tinha a Rua da Raia, que era onde se fazia corrida de cavalo. Hoje Avenida Adhemar de Barros. Se você chegar a Rio das Pedras e perguntar onde fica a Rua Rangel Pestana ninguém sabe onde fica. Ali tinha a estação, que era o maior patrimônio histórico de Rio das Pedras. E que foi derrubada. Aleatoriamente alguém achou que devia derrubar, foi lá derrubou, manteve só um barracão no local. Eu tinha aquilo na minha memória. Sabia detalhe por detalhe como era o prédio da estação. Alguns anos atrás teve um desfile, eu disse vou fazer uma maquete, gosto de fazer maquete. Não existe fotos da estação por inteiro, existe fragmentos de fotos. Eu fiz uma maquete, achei que ia ficar pequenininha, saiu uma maquete de 3 metros, ficou perfeita, eu coloquei até o relógio e os bancos na maquete da estação. Tive que colocar uma roda para puxa-la durante o desfile. Quase enfartei. Os mais antigos quando viam paravam o desfile queriam ver, choravam, diziam: Isso era a minha infância! Por incrível que pareça, eu tive que desmanchar a maquete, por que Rio das Pedras não tinha nenhum lugar que pudesse guardar a maquete depois de pronta. Eu só tenho isso em fotografia.(...)