You are not logged in
Log in
Sign up

Hugo Branquinho – Lançamento do álbum “Embrião”

 
Francisco Corrêa Serio
Jan 23 2013 21:23

Hugo Branquinho – Lançamento do álbum “Embrião”

 

01 – Sonhar

02 – Sol, Lua e um Pouco de Céu

03 – Antônio

04 – Melhorar

05 – Aguar

06 – Afogado

07 – Nossa Serra

08 – Igreja Laranja

09 – Fragmentos

10 – Pela Avenida

11 – Ao Nosso Amor

 

É com muito orgulho que o Keep It Alive promove o lançamento oficial de “Embrião”, álbum de estreia do cantor e compositor mineiro Hugo Branquinho. Até o próximo domingo, 27, você acompanha aqui no portal e na página do Keep It Alive no facebook postagens especiais sobre essa que promete ser uma das revelações da cena independente brasileira em 2013.

“Embrião”, lançado em 23 de janeiro de 2013, é o resultado de anos de trabalho e parcerias de Hugo Branquinho como cantor e compositor. Natural de Três Pontas – MG, Branquinho é conterrâneo de Milton Nascimento e Wagner Tiso, expoentes do movimento Clube da Esquina, e de uma grande safra de músicos talentosos da cidade, mas sua música vai além da esperada influência mineira, e passeia pelo trabalho de outros ícones da MPB e pela música contemporânea. A combinação, enriquecida por letras bem elaboradas e pela competência criativa de Hugo Branquinho fez de “Embrião” um álbum sofisticado, contemplativo, surpreendentemente dinâmico e permeado por uma sensação de nostalgia típica da música mineira.

Entrevistado pelo Keep It Alive, Branquinho falou um pouco sobre o processo de criação de “Embrião”, sobre suas pretensões artísticas e sobre a música independente atual.

 

Qual é a sensação de lançar o seu primeiro álbum?

É a realização de um sonho. O objetivo é mostrar minhas músicas e parcerias para outras pessoas. Cuido desse primeiro CD como se fosse o nascimento de um filho, pois nele estão músicas que compus da adolescência até os dias de hoje.

 

Quais foram os artistas que mais influenciaram a música de “Embrião”?

Todo o pessoal do Clube da Esquina, entre eles, Milton Nascimento, Toninho Horta, Beto Guedes, Lô Borges… Outros que admiro muito são Elis Regina, Gonzaguinha, Almir Sater, Chico Buarque, Tom Jobim… E também aprendi muito sobre a música com meu irmão mais velho, Heitor Branquinho. No Brasil temos ótimas referências de músicos, cantores e compositores.

 

Como você definiria a música de “Embrião”?

Defino como canções que falam muito de mim, do que vivi e estou vivendo agora.

 

Você tem um cuidado especial com as letras de suas músicas. Que temas são abordados no repertório de “Embrião”?

Tenho muito carinho por cada letra. Temas como o amor, família e sonhos estão ligados com as injustiças e a falta de tempo para parar e se comunicar com as pessoas. Nesse mundo em que as coisas materiais nos consomem e tudo é muito rápido pela internet, tento passar também que é importante a amizade e o tempo para as nossas raízes.

 

O cantor e compositor Milton Nascimento divide os vocais com você na faixa “Antônio”. Como você conheceu o Bituca, e como foi trabalhar com ele?

Eu sou de Três Pontas- MG e conterrâneo do Milton Nascimento. Ele me conheceu lá na capital da música quando ainda tinha meus 13 anos. Meu irmão, Heitor, estava tocando em um bar de lá e fui assistir. Chegando lá dei um abraço e um beijo no meu irmão e o Milton gostou muito dessa união e amizade entre a gente. Depois me chamou para conversar ali mesmo e a partir daí ficamos amigos.

Trabalhar com o Milton Nascimento é sempre um prazer enorme e também um aprendizado maior ainda. Com Milton, participei cantando no DVD Pietà, em 2007 e do mais recente CD “E a gente sonhando…”, onde fiz parte do coro e fui convidado para um solo vocal na canção “Amor do Céu, Amor do Mar”.

Então, quando fiz a música para meu filho, Antônio, pensei: Tem que ser o Milton Nascimento cantando comigo.  Ele aceitou na hora e deu tudo certo.

 

Além do Milton, quais foram as parcerias mais importantes durante o processo de gravação?

O meu irmão Heitor Branquinho assina a produção do disco, divide o vocal comigo na nossa parceria “Aguar” (Thales Mendonça/Hugo Branquinho/Heitor Branquinho) e ainda toca baixo e violões. Tenho também cinco músicas no disco em parceria com meu amigo Thales Mendonça. Eles foram muito importantes no processo do disco. Duas letras no disco são dos amigos Rafael Guerche (Pela Avenida) e Enrique Que (Afogado), mas todos os músicos e amigos que ajudaram na construção desse “embrião” são importantes e essenciais.

 

“Embrião” foi gravado de forma independente. Como foi o processo de gravação do álbum, e quais foram as maiores dificuldades com as quais você teve que lidar?

Eu comecei a escrever e compor músicas na minha adolescência. Depois que formei na escola em Três Pontas, fui para São Paulo, onde moro há seis anos. Nesse tempo fui criando um repertório e escolhendo as músicas que eu mais gostava. Então, ano passado tive a surpresa da chegada do meu primeiro filho e percebi que estava também na hora de fazer o meu primeiro CD.  Desta forma, juntei com meu irmão Heitor Branquinho, que também é músico e começamos a pensar os arranjos das músicas. Depois fui convidando os músicos para gravar o disco. Gravamos tudo no ano passado.

Por ser um CD independente, a maior dificuldade é mesmo o dinheiro. Porém, com a ajuda da família e dos amigos músicos o CD foi criando sua forma. Tive muita felicidade de conhecer grandes músicos para tocar no meu CD “embrião” e tenho que agradecer muito pela confiança no trabalho: Débora Gurgel (piano), Thiago “Big” Rabello (bateria), Heitor Branquinho (baixos, violões e vocais), Emílio Martins (percussão), Raul Coutinho (guitarra e viola), Willian dos Santos (acordeom) e Deni Domenico (bandolim).

Depois do lançamento oficial do álbum, quais serão seus próximos passos como artista?

Meu próximo passo é colocar o disco na estrada.  Pretendo fazer os shows de lançamento do disco nos meses de Março e Abril de 2013, em São Paulo, Belo Horizonte e Três Pontas. E depois vou continuar divulgando o CD durante todo o ano.

 

Como você enxerga a cena musical independente no Brasil?

Enxergo um meio muito difícil e que precisamos batalhar muito para conseguir realizar bons trabalhos. Porém, vejo ótimos discos sendo realizados dessa maneira, sem apoio de grandes gravadoras, que conseguem uma boa aceitação de público e imprensa.

Visite o site oficial de Hugo Branquinho: http://www.hugobranquinho.com.br/

Fique ligado. Em breve, o Keep it Alive publicará uma resenha do álbum “Embrião”. Nossa equipe deseja muito boa sorte a Hugo Branquinho, e espera que o restante de sua discografia seja tão brilhante quanto “Embrião”!

 

Por: Marcus Lopes | Tags: hugo branquinho, lançamento, milton nascimento, thales mendonça

Contact Francisco Corrêa Serio
Print this page
 
Loading...
Loading...